sexta-feira, dezembro 17, 2010

O Lado oposto

Necessidade de sinestesia
Baseada em uma pessoa
Mergulhar em um poço
Só para procurar um fim

Sentir o cheiro de sua pele e cabelos
Ser alimentado por seu olhar e sorrisos
Saciar minha sede com seu beijo e presença
Fazer de sua voz a minha melodia
Fazer de suas palavras a minha letra

Usar teu abraço como uma coberta contra o frio
Seus passos,meu caminho guia à seguir
Idealizando com você um momento perfeito
Até mesmo antes de conhecê-la, imaginava-a
Embriagando-me de lembranças...

Entorpecia-me de você inteira, o meu vício
Sofro de abstinência por não ter me controlado
Há quem diz que é humilhação correr atrás
Honestamente, não vejo humilhação
Em lutar, cair e levantar para ir até onde eu quero.

Sozinho, sento ao chão, encosto-me
Acima de todos este cenário celeste,
A dança das nuvens sobre o raio de luar
Tímidas, as estrelas começam a brilhar....

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Vivência

Aparentemente são tolices
Nos seguramos para continuar
Com um silencio perturbador
Para mostrar que somos fortes

Mostrar que não precisamos
Dos outros e que somos independentes
Fazendo assim, uma possível solidão
Criando uma ilusão de impossibilidades

Solidão não se passa de escolha própria
Muitos reclamam, mas eles que
São os próprios criadores da solidão
Por nunca estarem satisfeitos

A insatisfação força a procura
De um novo que nos satisfaça
Porém não sabemos o que querer
Logo, sempre insatisfeitos

A facilidade de se saber
Quando há tristeza
E a dificuldade de  se saber
Quando há alegria

É a protagonista da incessante
Procura do que não sabemos
E percebemos que a satisfação
Estava em nossa mão e descartamos

Sem saber se a novidade
Será sempre como foi no momento
Descartamos o que tínhamos certeza
Para tentar uma possível satisfação

Nem sempre as coisas acontecem
Como tínhamos planejados, e
E persistimos na ilusão de que acontecerá
Negando enquanto isso, o que tivemos .

terça-feira, dezembro 07, 2010

Ao caos


O não conhecido caos, eu o adoro,
A desorganização que se faz organizada
Não o caos do desespero, destruição
Do violento caos do planeta onde moro

O surgimento de toda ciência moderna,
Jurássica concentração em uma densa 'desconstrução'
Explode, lançando destruição criadora, paciência
Expandindo o universo, a noção

O caos se resume em beleza
Como se jogar duas cores de tintas
Misturá-las, no começo, serão cores avulsas
Ao termino teremos a beleza de uma única cor

Tente observar o movimento da cidade
Gente indo, vindo, carros, luzes acendem, apagam
Ninguém concreto os organiza, sem finalidade,
Apenas há o peso da força do caos organizando-a

Imagine os átomos, minúsculos, inavivados, formam
Estrelas, sóis, planetas, arvores, e também humanos....
A beleza do caos, não está no movimento dos átomos
Mas sim como os átomos se põe, somos o cosmo se conhecendo...

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Madrugadas

Desarrumadas cadeiras ao fim
Solidão em um bar, mostra-me
 o que se passa em minha mente
Falta de calores, frios, sentimentos;

Observo este pequeno mutirão
Falam, gritam, ideiam-se, prazeiam-se
Sorriem, não o riso de alegria;
Um riso de uma implícita melancolia

Como já dizem, sorrir para não chorar
Talvez um túnel proteja o inconsciente ?
Psicodelia que forma o abstrato em real
Seja oque todos procuram ?

Correndo em volta de mim mesmo
Procurando o verdadeiro pensamento
Em barulhos ensurdecedores, inconvenientes
Falas que nada expressam, absurda realidade

A mesa cheia de copos que apontam
Para o leste, mostra que o sol virá
Toda sua energia calorífica, amores
Que eu senti e irei sentir ?

Talvez seja estranho, em um bar
Estar escrevendo, poetizando, artificando
Fazendo de meu sentimento, uma arte
A jovial idade, causa espanto entre anciões....

quinta-feira, novembro 25, 2010

Simples Coringa

Será possível usando 2 estrofes
Demonstrar em uma versão universal
Todos sentimentos, fatos, alegria e tristeza;
Beleza e qualquer terror existente ?
Um verso em que simbolize tudo?
Algo que cada um sabe e não sabe ?

Abstratação da Poesia, Arte !
Poesia antes de escrita já é existente
Basta percepção do momento e talvez exagero
Para que sua mão esboce palavras...
O Poeta é apenas um instrumento
Pelo qual a Poesia decide residir...

terça-feira, novembro 23, 2010

No mosaico de nosso silêncio

Há exatos 16 dias atrás,
Eu estava voltando de um ambiente
De prazer social, afetivo, Senti
Todo o calor sentimental  humano...

Hoje, o fio desta lamina de barbear
Corta vagarosamente e fundo
A veia por onde corre sentimentos,
Minha sensação? Apenas o frio corte.

Da repentina mudança, veio
O vermelho Tornando-se cinza,
Da ruptura de uma boa rotina
O perturbador silêncio se impôs

Eu estou a navegar por este mar
Dentro de nosso silêncio, lembranças,
Passageiras como estas fracas ondas,
Peças de um quebra cabeça incompleto

Há peças que faltam por meu erro,
Meu erro de sempre Tentar ajudar
A Te fazer entender o que sentia,
Inconscientemente... Sufocava-a

O Tempo se passou, ao mar aberto
Vem esta tsunami e junto a Ultima peça,
Mesmo incompleto...  Tento encaixá-la
Porém esta Ultima peça não se encaixa

Tento de mil formas reconstruir
Girar, rodar, cortar, uso da força,
Porque este meu mosaico não parece
Completo e finalizado como o Teu ?

Até Tento, em vão e erroneamente
Construir por Ti as peças que me faltam
Cometendo mesmos erros, involuntariamente
Apenas hoje fui perceber meu erro...

Tristeza ao pensar que o tempo
Não é como esta folha de escritos
Que posso analisar e refazer, desta vez
Mesma ideia porém sem tais erros

O meu sol já num brilha como antes
A minha lua já não vem a iluminar esta noite
O fogo que ardeu e arde é real e sou consumido,
Mas o gelo que aterroriza é a proteção?

Teria sido necessário, talvez,
Ter esquecido minha segunda visão?
E muitas vezes ter apenas escutado atentamente
Oferecendo a  confiança que Ti necessitavas?

Essa segunda visão reflexiva foi
A corda para seu enforcamento?
Tornando-a mais confusa, desculpe,
A minha intenção nunca foi essa

Errando novamente ao escrever
Se analisados com padrões sociais
Deveria sim me calar,esmorecer
E não exteriorizar, como faço agora

Porém a arte e este presente aprendizado
Para uma possível oportunidade que surja,
É mais importante, Tendo a consciência
De isto Ter sido meu ultimo mesmo-erro

Não procuro estar correto com tais palavras
Muito menos penso em alguma repercussão...
Apenas a sinceridade e a volúpia de conseguir
Notar um possível defeito e saber que mudarei... 

quinta-feira, novembro 18, 2010

Soneto ao fim de tarde

Este maluco ciclo de claridade

O qual chamamos:Noite e dia

Segue uma linha de fidelidade...

Seria amor astrônomo ou mania ?


Homo sapiens, sapiência na mente

poder de raciocínio, não sobre sentimento

Seria o amor apenas um detalhe que se sente?

Fidelidade apenas um ato do momento?


A fidelidade é apenas um padrão

Que há gerações vem sendo imposto

Para mostrar quem está em seu coração ?


Seria um sentimento de gosto?

Deleite a apenas uma tal pessoa

Volúpia ao amor, inconveniente posto ?

terça-feira, novembro 16, 2010

Dúvidas ?

Alguém está escutando barulhos ?

Aviões, que à minha vista parecem cruz

Estão voando acima de nós escondidos...

O armamento são caixas de pandora.


Está garoando explosivas caixas de pandora

O toque na superfície libera a onda...

O sofrimento,traição , desrespeito e ódio

É espalhado por todo um diâmetro terrestre


Devo eu viver alucinado o tempo todo ?

Deste modo estaria eu atrás de um disfarce hipócrita?

Olhe para dentro destes olhos frios, não verá nada

Estou fora da consciência, logo longe da demonstração sentimental

Talvez não serei tão bobo muito menos me entregarei tanto a algo


Devo eu sair andando pelo mundo sozinho?

Assim estaria eu cortando qualquer tipo de relacionamento?

Se não tenho contato com humanos,desaprendo sentimento

Logo sem sentimentos que me fazia um ser me torno um objeto

Perderia as melhores sensações, me pouparia das mais perfurantes facadas


Periodicamente deveria eu voltar ao real?

Para ver que estou perdendo a minha oportunidade de passagem ?

Nesta cela qual me prendi tem uma abertura com um fundo azul
No momento tal abstração deve ser a coisa mais perto do real...

Devo eu esquecer de ser humano ou aceitar a não humanidade presente?

Dizem: A vida não é fácil, só damos valor quando perdemos...

Tentar esquecer ou fugir do sofrimento seria negar a própria existência?

Logo... abraçar a ferida, aceita-la, sofrer junto e transformar em um acontecimento

Faz com que eu exista mais? Portanto Sofrer potencializa os prazeres de algum sentimento?

Palavras aleatórias,descrença à Percepção

Não iria escrever nada hoje,
Regras de escrita, artísticas

Nada me importam hoje

Vou apenas rabiscar uma folha

Pelos últimos acontecimentos,

As últimas discussões construtivas

Me mostram uma coisa tão simples:
Preciso me alienar também...


Nesse momento de ócio

Estou eu aqui, escrevendo

Exercitando minha mente

Meu pequeno senso crítico


Eu Poderia estar ligado

aos meios de comunicações

Sempre mesmas noticias, nomes diferentes,

Sempre a mesma manipulação


Ao invés de estar criando pensamentos

Poderia eu estar absorvendo pensamentos criados

E digo o que dizia o 'Louco' Raul:
Quem me dera ser burro, não sofria tanto


De minha Percepção fez-se minha utopia

Infelizmente, minha utopia está errada

Ou ninguém tem Percepção suficiente

Para perceber a raiz de certas feridas sociais


Saio, fumar um cigarro ao relento,

Estes relampejos no horizonte,instantaneamente,

Metaforizo tal cena à destruição

De meu nacionalismo crítico e esperança

quinta-feira, outubro 28, 2010

Transposição

É por estes simples visuais

que me 'prazeiam' em bater palmas

a beleza de um horizonte tricolor

mesclando-se ao zenith unicolor

 

A mística natural, a qual torna

um ambiente urbano em algo bucólico

a janela de um apartamento, sinto como,

o coração de um mistério irradiante, por beleza

 

A bola de fogo irradia a vida, a luz

refletidas em teus cabelos auricolores

cegam-me, saindo da tormenta do mundo real

entrando no mundo da imaginação...

 

A essência humana presa por tanto tempo

derrete a pele, acabando com a superfície

Apenas o lirismo como existência transpõe-se

a espaçonave à pletzu está a partir...

 

Não tenha medo desse horizonte que não vemos,meu bem

Este horizonte do lirismo, não é alcançado pelos olhos

é alcançado apenas por transposição da essência ...

De real, temos apenas a imaginação da inconsciência

 

Estamos agora no solo onde somos os mais sinceros,

Entraremos dentro de nós mesmo para nos conhecer,

podemos tudo criar, cuidado com o que crias, lembre-se:

Há duvidas sobre nós mesmo que ainda não as conhecemos...

sexta-feira, outubro 01, 2010

Emascaração

Ligue sua TV, sente-se que vai começar
A linda discussão da noite dos mascarados !

Todo um Brasil, estudado ou não, irá anotar

A vinheta então começa, preste atenção nos candidatos.

 

Quatro máscaras enfrentam-se verbalmente

Discutindo seus ideais e erros de máscaras alheia.
Lembre-se: Promessa não se cumpre minha gente !
Enganar, a mentira mais rebuscada, esta é a maneira.
 

O pano sobre a boca esconde dentes de ouro...

Garanto o leite de teu filho e o teu desemprego
Estou aqui  e vivi de salário mínimo e já comi couro
Já guerrilhei contra ditadura e irei contra o alfabeto...


Desenvolvimento de "Imaginarium", prédios entalhados
O pano sobre a boca esconde a guerra nas escolas e ruas
Ultrapassei serras com firmas , industrias e tirei espantalhos.
Esqueci de suas necessidades, esqueça das minhas falcatruas.

Canto dos pássaros, o limpo ar cabônico
Sob o Tamar está ocultado o choro de gaia
Não desmate amazônia, a não ser que tenha a licença
Não mate os animais, a não ser que contribua com o  PIB !

A mais comum das mascaras, Germânica por Marx
Acabarei com seu dinheiro que está em carros

As mansões serão demolidas, ao meu ouvido, som de sax
 No lugar, reforma agrária,acabando com as casas debarro!

Anunciada pela vinheta, o término da arena
A Tv então volta a sua comum programação
O voto de cabresto,não acabou,esta em uma forma serena
  E então sem pensar todo o Brasil esperando a alienação!

terça-feira, setembro 21, 2010

Arte x Realidade

Deitado com a maior tranqüilidade

Contato direto com a natureza.

Ao céu vejo o lindo sorriso do gato

A lua se reflete nas nuvens, esbanjando brilhos

 

Passando no céu, o Leão de Judáh

Em forma de uma pequena nuvem

Baila junto ao sorriso do gato

Sincronização astral de mil megatons

O fim do pensamento pessimista,

Apenas o flash de um sonho

Faz a paz pulsar de seu coração

Para todas entranhas de seu corpo

 

A brisa que vem debaixo do penhasco

Passa e leva as impurezas corporais embora

Pensamentos perturbadores então esvoaçam

Um simples vento distancia perturbações....
 

A pureza de todo este cenário dimensional

Reflete dentro de si em forma de sentimentos,

Muito tempo preso em si , por medo própio,

As mais puras sensações quebram as celas fictícias.

 

Viajar é necessário, para compreender o abstrato

A interpretação literária da realidade concreta

Traduz o lirismo até então incompreensível ...

A arte, seja qual for, é o dicionário do pensamento

 

E tudo não é nada mais que :
Uma lua minguante, um raio de luar
Uma nuvem, um vento sobre a montanha

E o sofisticado simples, tachado de feio para alguns....

 

 

terça-feira, agosto 24, 2010

Santa Fé Escrita

Indo ao caminho lunar

Uma enorme estrada abstrata

Estando a mente no ar

Simples ideia ‘barata’

 

O termo que é ultrapassado

Não acaba com o ambiente,

Pensamento mapeado

Faz que sejamos mais gente.

 

Pelo clima extasiado

Beleza estonteante

Pintar magnífico estado

Dum aéreo semblante

 

Beleza nomeada feio

É cego ao não perceber

O após nomeado meio

Sempre a essência do meu ser.

(Jedai e Pagan)

sábado, julho 24, 2010

Humilde desabafo....

Na escuridão dessa madrugada

Os grilos fazem a solitária trilha sonora

A lua já se pondo, e eu aqui acordado...

Meus erros martelam minha mente....

 

Me exponho nestes humildes versos

Porque sou intuitivo quando preciso ser reflexivo ?

Porque sou reflexivo quando preciso ser intuitivo ?

Sinto saudade de minha 'sã' vida, alegre...

 

Sinto saudade de quem não preciso...

Me apaixono por lindas mulheres...

Elas vivem longe, raramente conversamos

Porém em pletzu sempre estou com tais

 

As pessoas que me amam, não as conheço

E as que conheço finjo não sentir nada

Porém esta semana sem vê-los

Percebo o quão tolo sou, porque não sou recíproco ?

 

Sinto saudade de minha esperança !

Sinto saudade de minhas utopias !

Preciso ter mais fé em meus ideais

Preciso ter mais fé em minha força de vontade !

 

Eu não tenho a mínima idea

De onde essa repentina angustia veio...

Talvez por dar valor as pessoas erradas

E por não perceber quem realmente está ao meu lado

 

Horas já se passaram enquanto eu escrevo

A escuridão foi trocada pelo brilho do sol

A trilha sonora dos grilos dá lugar aos cantos dos pássaros

 

Uma certa vez um doido me disse :

O caminho que todos seguimos é um rosa,

Há muitos nós e espinhos, não pare neles !

Seja persistente em seus ideais, chegara na flor !

 

Neste exato momento creio que estou

No maior espinho que possa imaginar,

Escrevo para me manter forte e sem medo

Ultrapassarei este paredão de angústia e voltarei ao caminho...

 

 

domingo, julho 18, 2010

Free- Donavan Frankenreiter

Vídeo, clique aqui 

em uma nostalgica noite resolvemos fazer um cover de alguma musica.... o otavio sugeriu essa e assim se formou a banda espontaneamente.....
Otávio (cavaquinho e vocals)

Jedai eu (Baixo.... detalhe eu não sie tocar nada)

gordo (teclado)

Jarda e Tales (Violões)

Malu ( Backing vocal 1 oitava acima) 

sexta-feira, julho 09, 2010

Belezas !

Nos olhos brilhantes de teu semblante

Vejo o reflexo das luzes de todo horizonte

A beleza das estrelas no céu acima do monte

Não supera a beleza da mulher de mim adiante.

terça-feira, junho 29, 2010

Reconstrução

Andando e observando

Algo para escrever,

Preciso encontrar algo real

Assim como o trabalho dos pedreiros.

 

Sobe lata, desce tijolo

Bate martelo, pega água, joga cimento

Observe a beleza da reconstrução.

Após a destruição, o esforço, casa nova fará.

 

Agora, escrevo pedindo esforços

De todos vocês, querido povo,

Estamos vivendo na destruição

Onde está a vontade de ver nossa casa nova?

 

Destruíram nossa casa, Gaia,

Com muito conhecimento,

Porém neste conhecimento

Não vi alguma sabedoria...

 

Sabedoria eu vejo num pensador

Que com sua viola, versifica a paz

Tossindo, descreve a beleza natural

A tranquilidade da humildade

 

As autoridades mais estudadas

Transformaram nossa magnífica casa 

Em uma arena para matar nossos irmãos,

Proibiram nosso ideal, mataram a esperança

 

Eis que surge o sonho,

Trazer de volta o amor, a paz

O governo dos Sábios,porém

Como posso fazer isso ?

 

Sozinho nunca irei conseguir

Completar a reconstrução social

De nossa casa, que todos vivemos

Mas completo meu pensamento escrito...

terça-feira, junho 22, 2010

Refúgio Mental

Estou seguro aqui

Não, não quero sair

Pletzu é um lugar bom

Mas preciso, isso me fará mal

 

Pletzu é o lugar aonde não chegaremos,

Pletzu é uma dimensão da bondade,

Pletzu é Paixão por tudo, querida,

Pletzu, refúgio irreal da realidade

 

Querida, todo esse concreto

Jamais será construção, reflete!

Concreto gera ganância, ambição

Querida, não vês o sangue dos santos?

 

Está a descer dos prédios,

Escorrer às calçadas, sem manchá-las

 Às crianças, potes de ervilhas

Aos seus pais, metralhadoras

 

Querida, não vês as lágrimas?

Descem e caem nos potes,

Alegria em ter o que comer,

Tristeza ao ver a decadência humana

 

Querida, não vês os sorrisos ?

Semblante de horror, poder,

pólvora nos bolsos, significado ?

Destruição dos sonhadores esperançosos

 

Como pode ser humanitarismo ?

Um lugar onde sedem 10 ervilhas

Porém vendem 100 armas !

E os 7 leitos ainda os seguem.

 

Estou seguro aqui

Não, não quero sair

Pletzu é um lugar bom

Mas preciso, isso me fará mal.

segunda-feira, junho 07, 2010

Quem é o louco ?

Na montanha ,sentado observa.
Olhe ! A cidade parada,
Estalos da fogueira , som da mata
Ao balançar de zéfiros

Luzes abaixo e acima,
Ao redor apenas breu
Sussurros agudos ouve,
Aqui não há marasmo...

Corra, Corra, Corra !
Saia da desconstrução
Que praticam lá em baixo,
Tente escapar, não desista !

Desconstrução da moralidade!
Desconstrução do amor!
Desconstrução do bem!
Desconstrução do homem!

Tente, mas num pode fugir
É uma onda que atinge todos
Que estão no mar, soterrados,
Soterrados pelos maus valores.

Pense no bem, construa o amor
Não os escute, desligue-se
Atraque em terra firme
O mar o chama, mas não zarpe

Olhe ! A cidade parada,
Você consegue agora ver?
Veja, você não está errado
O mundo está errado.
(Jedai)

Desculpem

Desculpem-me por não ter postado durante algum tmepo... estava sem pensamentos... agora em diante darei mais atenção a este blog !

terça-feira, maio 04, 2010

Pêndulo

Caindo o luar !
Do luar caindo
Relampejos molhados

Sobem às nuvens.

 

Uma roda, uma ciranda?
Ainda à luz dançam

Esperam sorrindo

A chegada do astro !

 

Lançar-se-ia longe

desta plataforma,
Caindo, chuva de prata

 

Barulho da rosa,
Atravessou entre tudo

Brilhando, molhando, subindo.

(Jedai)

Choro

Sentimento perfurante

Tristeza, alegria?

Talvez máxima sensação

Explodindo dentro da cela

De carne, ossos, sangue

 

Grades quebradas;

Ainda celadas, cela oprime

Inocente prisioneiro oculto

Cava um túnel sem ferramentas

 

Seu caminho subcorporal

Rasga carne feito garoa

Gelada, fria, salgada desce.

 

Saindo de sua cela

Muitas vezes escondida.

 

Lágrima desce pelo rosto

(Jedai)

Ciclo


Ao entardecer

O grande ídolo

De civilizações

Despede-se...

 

Misturas de cores,

Em meio ao breu

O grande ídolo Sol

Se reflete na lua...

 

Solitária, pálida

Fica ali parada

Após deitar-se

O grande ídolo reaparece.

(Jedai)

Reflexão

Aglomeração de pessoas,

Em volta de um fato

Já escrito por outra mão,

Causam tumultos e boatos

 

Observando, analisando

Talvez algum ser pense,

Se pensa, partículas energéticas

Dançam desordenadamente paralelas

 

Paralelismo perturbador

Lado a lado chocando-se,

Pensamento, valores e sentimentos

Canalizados em um túnel coerente

 

Coerência esquecida

No momento do primeiro trago

Daquele pensador fumante

Que analisa as pessoas

 

Fumaças paralelamente

 esfumaçadas, dançam

desordenadamente no ar

fundindo-se em uma espécie de nevoeiro

 

Refletindo envolto do nevoeiro

Lhe vem a mente sobre nós, seres,

O que aconteceu com a  dignidade?

O que aconteceu com o caráter?

 

Valores humanóides esquecidos

Alterados pelo mecanismo selvagem:

O mundo do ter reputação,

Apenas divertimentos insanos

 

Conflitos internos são gerados,

O tempo ocioso lhe permitiu pensar

Se entristeceu de perceber...

A decadência de nós mesmos

 

Com volúpia alegria em pensar

Percebeu que necessitava

De uma nova utopia

Cria-se um outro rumo de vida

 

Este ser agora possui...

Dentro de sua grande mente

Uma utopia a seguir, um sonho

Ressurge o raciocínio humano

 

Novamente com o poder

De se diferenciar dos outros,

O raciocínio lhe da idéias

Fugindo da coerência tubular

 

Um grande império resplandece

Não precisa de defesas

Ninguém pensa como atacar

Porque não pensam em pensar

 

Apenas um pouco de reflexão

A relação entre o ser humano

E o ser mecânico está feita

Gerando fissão de pensamentos.

(Jedai)

Azulação

Eu falo, falo, falo...

Nesses olhos azulados,

Nada mais que um fato,

Transcritos pelo mago

Também por "Dom Machado",

Capitu e sua mágica

De ter os olhos de ressaca !

(jedai)

Satisfação

Aquela vez em que te beijei...

a primeira vez,

senti meu coração batendo alto

pude perceber que os sentimentos mais puros

batiam na porta de meu corpo,

a alegria, o amor, e a satisfação

me fizeram entrar em transe.

Uma vida

Na terra onde me criei

Isso não faz muito tempo

Eu  observava pássaros,

Eles sempre com olhos e ouvido atentos

 

Muito eu fui vigiado

De um modo nunca me incomodei

Sempre soube que meus atos eram comentados

Tranquilamente por seres de bem

 

Agora, viro meu rosto à janela

Um horizonte que não me traz ideas

A Noite sem cor, mistura-se com um arrebol

Pressinto o final, onde estará o sol ?

 

Acima de mim vejo pássaros

Aves negras, solitárias, robustas

Cujos olhos atentos a me vigiar

Enquanto caminho, sinto meu tempo findar.

 (Jedai)