segunda-feira, dezembro 06, 2010

Madrugadas

Desarrumadas cadeiras ao fim
Solidão em um bar, mostra-me
 o que se passa em minha mente
Falta de calores, frios, sentimentos;

Observo este pequeno mutirão
Falam, gritam, ideiam-se, prazeiam-se
Sorriem, não o riso de alegria;
Um riso de uma implícita melancolia

Como já dizem, sorrir para não chorar
Talvez um túnel proteja o inconsciente ?
Psicodelia que forma o abstrato em real
Seja oque todos procuram ?

Correndo em volta de mim mesmo
Procurando o verdadeiro pensamento
Em barulhos ensurdecedores, inconvenientes
Falas que nada expressam, absurda realidade

A mesa cheia de copos que apontam
Para o leste, mostra que o sol virá
Toda sua energia calorífica, amores
Que eu senti e irei sentir ?

Talvez seja estranho, em um bar
Estar escrevendo, poetizando, artificando
Fazendo de meu sentimento, uma arte
A jovial idade, causa espanto entre anciões....

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