terça-feira, maio 04, 2010

Pêndulo

Caindo o luar !
Do luar caindo
Relampejos molhados

Sobem às nuvens.

 

Uma roda, uma ciranda?
Ainda à luz dançam

Esperam sorrindo

A chegada do astro !

 

Lançar-se-ia longe

desta plataforma,
Caindo, chuva de prata

 

Barulho da rosa,
Atravessou entre tudo

Brilhando, molhando, subindo.

(Jedai)

Choro

Sentimento perfurante

Tristeza, alegria?

Talvez máxima sensação

Explodindo dentro da cela

De carne, ossos, sangue

 

Grades quebradas;

Ainda celadas, cela oprime

Inocente prisioneiro oculto

Cava um túnel sem ferramentas

 

Seu caminho subcorporal

Rasga carne feito garoa

Gelada, fria, salgada desce.

 

Saindo de sua cela

Muitas vezes escondida.

 

Lágrima desce pelo rosto

(Jedai)

Ciclo


Ao entardecer

O grande ídolo

De civilizações

Despede-se...

 

Misturas de cores,

Em meio ao breu

O grande ídolo Sol

Se reflete na lua...

 

Solitária, pálida

Fica ali parada

Após deitar-se

O grande ídolo reaparece.

(Jedai)

Reflexão

Aglomeração de pessoas,

Em volta de um fato

Já escrito por outra mão,

Causam tumultos e boatos

 

Observando, analisando

Talvez algum ser pense,

Se pensa, partículas energéticas

Dançam desordenadamente paralelas

 

Paralelismo perturbador

Lado a lado chocando-se,

Pensamento, valores e sentimentos

Canalizados em um túnel coerente

 

Coerência esquecida

No momento do primeiro trago

Daquele pensador fumante

Que analisa as pessoas

 

Fumaças paralelamente

 esfumaçadas, dançam

desordenadamente no ar

fundindo-se em uma espécie de nevoeiro

 

Refletindo envolto do nevoeiro

Lhe vem a mente sobre nós, seres,

O que aconteceu com a  dignidade?

O que aconteceu com o caráter?

 

Valores humanóides esquecidos

Alterados pelo mecanismo selvagem:

O mundo do ter reputação,

Apenas divertimentos insanos

 

Conflitos internos são gerados,

O tempo ocioso lhe permitiu pensar

Se entristeceu de perceber...

A decadência de nós mesmos

 

Com volúpia alegria em pensar

Percebeu que necessitava

De uma nova utopia

Cria-se um outro rumo de vida

 

Este ser agora possui...

Dentro de sua grande mente

Uma utopia a seguir, um sonho

Ressurge o raciocínio humano

 

Novamente com o poder

De se diferenciar dos outros,

O raciocínio lhe da idéias

Fugindo da coerência tubular

 

Um grande império resplandece

Não precisa de defesas

Ninguém pensa como atacar

Porque não pensam em pensar

 

Apenas um pouco de reflexão

A relação entre o ser humano

E o ser mecânico está feita

Gerando fissão de pensamentos.

(Jedai)

Azulação

Eu falo, falo, falo...

Nesses olhos azulados,

Nada mais que um fato,

Transcritos pelo mago

Também por "Dom Machado",

Capitu e sua mágica

De ter os olhos de ressaca !

(jedai)

Satisfação

Aquela vez em que te beijei...

a primeira vez,

senti meu coração batendo alto

pude perceber que os sentimentos mais puros

batiam na porta de meu corpo,

a alegria, o amor, e a satisfação

me fizeram entrar em transe.

Uma vida

Na terra onde me criei

Isso não faz muito tempo

Eu  observava pássaros,

Eles sempre com olhos e ouvido atentos

 

Muito eu fui vigiado

De um modo nunca me incomodei

Sempre soube que meus atos eram comentados

Tranquilamente por seres de bem

 

Agora, viro meu rosto à janela

Um horizonte que não me traz ideas

A Noite sem cor, mistura-se com um arrebol

Pressinto o final, onde estará o sol ?

 

Acima de mim vejo pássaros

Aves negras, solitárias, robustas

Cujos olhos atentos a me vigiar

Enquanto caminho, sinto meu tempo findar.

 (Jedai)